segunda-feira, 23 de maio de 2011

Muros, escadas.


Fomos tachados de infames, fomos ludibriados com noções distorcidas de uma família feliz, com coisas que nunca teremos. O que seria o ódio se não um sentimento ocultado pelo desconhecimento, ocultado pela dor dos nossos antepassados.
Meus princípios familiares não possuem nenhum tipo de fundamento, pois lacraram as minhas forças e os meus pensamentos, lacraram a minha própria utilidade moral. Quem é o sistema para nos reprimir? Quem alugaria nossos ouvidos por tão pouco?
Não tenho mais para onde ir, não há uma só pessoa pessoa livre dos seus poderes plenos. Gostaria de dizer que há uma luz no fim do túnel, aquela que sempre esperamos quando a nossa estrada acaba, mas não há, nunca houve. Se eu não acabar comigo, o mundo tratará de fazê-lo. É a famosa lei da selva que tanto ouvimos falar.

sábado, 21 de maio de 2011

Intrusos, abusos.


Confecionários se enchem pela manhã, todos querem distribuir um pouco de suas lágrimas, assim, totalmente de graça. Ficou cada vez mais fácil a dor entrar no coração de quem não pode se defender, sem medo algum do castigo. Pregaria o fim dos tempos se não fosse tão absurdo a verdade que existisse na felicidade dele acontecer.
Eu choraria de medo, mas não o teria, eu morreria de anceio, mas não o acalçaria. Tudo seria realmente melhor se eu sumisse, tudo se exaltaria em rituais de contraverções se eu partisse. Mas não mostre meu caro, não demonstre sua felicidade por menor que ela seja, porque terá sempre um canibal a solta, um homem que devora os sentimentos de ansiedades dos outros e ai sim, viveríamos sem amor.
Não seríam capazes de lutar pelo o que vocês sabem que são seus, não seriam inúteis o bastante para cercar as intrusas ilegalidades, tudo foi nos negados, tudo foi abusado.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dentre essas horas mórbidas


Nem a pior sombra do mundo, nem os dias mais nublados poderiam definir toda a escuridão que se instalou no meu peito. Quando vimos que aquilo que mais amamos não é mais a mesma coisa o sentimento se mistura com decepção, revolta e dor, muita dor.
Já diziam os historiadores mais antigos que os sentimentos de perda nos foi introduzido da forma mais humilhante e a injustiça nao seria uma opção. Até quando suportaríamos nao acordar sorrindo?
Todo uma vida nos foi dada, mas o quanto cruel ela foi nos tirada? Hoje em dia ficou cada vez mais fácil chorar aguniantemente e de um jeito tão gostoso que nem mesmo os mais belos anjos caídos poderíam entender sua intensidade. O que eu vejo em fotos nem sempre é o que está lá em minha frente. Cenários semânticos mostrariam bem melhor a injustiça imposta, mostraria muito melhor um sorriso do que eu poderia lhes dizer em palavras. O que faz você descrer em algo? O que faz você ajuelhar-se e implorar? Quais as vantagens de uma tortura?
Eu não me permitiria o direito de ser cruel, porque não existe a pessoa em sua plena perfeição capaz de dispertar isso em mim. A crueldade é um caminho obscuro demais, até mesmo pra quem sofre do mal da solidão. Qualquer mal não seria suportado se você guardasse em todo esse inescrupuloso rancor. Me dê o preço de sua alma, porque a minha ja esta desgraçada demais para continuar até aqui.
Eu tive um sonho, sonhei que sua vida era um mundo melhor do que os contos de fadas e dai acordei e me dei conta de que sou apenas uma subespécie do que já fui um dia e que eu fracassei demais para sonhar, até mesmo para sonhar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O sério transparece o incerto.


Localizamos o alvo dos nossos sofrimentos e simplismente, o apagamos de nossas memórias. Seria bem mais simples do que sofrer e se lamentar não?
Só podemos nos acostumar com aquilo que nos pertence e o sofrimento é algo totalmente leigo a nossa compreensão. O amor é algo que traz o semblante da beleza, mas só você sabe até onde você irá suportar para usar aquelas famosas três palavras. Será que vale tudo isso a pena, eu lhes pergunto.
Não somos o que queremos ser ao outro, somos o que podemos ser, com toda aquela perfeição boba e torcida da pessoa mais apaixonada do mundo. Vejo pessoas arrancarem seus cabelos, vejo os grandes romancistas esculpirem o amor por seus olhos, vejo o lamento andando de mãos dadas com o ridículo. Se moldar, se revoltar, passar de seus limites, tudo isso por uma única pessoa. Onde estarão os seus limites depois da última queda? Nunca saberemos de fato. Só sabemos se continuaremos nossa história, nossos seguimentos de derrotas ou de vitórias se realmente formos dispostos a continuar aprendendo a diferença entre amar demais e ser amado demais, entre o verdadeiro e o falso, entre o lógico e o surreal. Mesmo que nem sempre isso faça parte da nossa realidade. Temos mesmo que nos converter em ódio? Temos que nos converter em um romântico nato? Podemos simplesmente viver e esquecer de toda essa seriedadade mostrando só que o amor não é um simples jogo de interesses.