quinta-feira, 21 de julho de 2011

Desejar, viver, almejar, amadurecer.


Tudo o que levamos do agora tem um certo tempo para passar, tem um certo tempo pra amadurecer. Nunca podemos dizer que fomos fortes demais, que enlouquecemos sem querer, seria desastroso. O mundo anda muito depressa e precisamos escolher a hora certa de saltar de para quedas. Seria tarde demais se pensarmos bem.
Tem gente que vive perigosamente, sem medo do passado e sem olhar para o futuro. Pessoas que são ligeiramente levadas pelo poder e pela ganância de uma ''inverdade''. Há também aquelas que são cautelosas e que movem suas vidas em passos lentos, que comandam seus desejos pelo aquilo que pode ser alcançado. Quando você sabe que um sonho é só um sonho? Quando você é covarde o bastante para não buscar o que deseja?
Quem seria capaz de lutar por algo que já esta perdido? Só os que amam demais pelo o que dizem. Não vivemos de ilusões, só nos suportamos e nos seguramos a elas para manter um ego intransponível.
Se tudo na vida fosse possível, se tudo fosse uma porta na qual você não soubesse o que há do outro lado, ainda sim você abriria ou só esperaria alguém fazê-lo por você?
Acredita-se que pessoas enlouqueceram esperando a verdade de seus desejos, que elas cresceram só para trás e que o futuro elas guardaram em uma caixinha muito pequena. Mas se o futuro é para esticar seus caminhos,para crescer, por que ele seria pequeno? Porque alguns crescem e amadurecem, e outros guardam seus sonhos futuros em uma caixinha tão pequena que nem mesmo conseguem encontrar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Carta ao Sir N.


Tentei ser tudo o suficientemente perfeito para você, meu querido. Fui dobrada e desdobrada como um papel só para que você me quisesse do jeito que gostasse. Nunca fui tão feliz e nunca amei tanto algo como amei ser o que você queria. Pensei estar sonhando várias vezes, quando dormia e levemente abria os olhos só para ver se você estava do meu lado. Por mais que eu fosse tudo, me sentia um nada sem ouvir a sua voz, sem sentir o seu cheiro, sem ver o seu sorriso.
Com tanto medo de perder a minha perfeição, fui perdendo o que tinha de mais precioso na minha vida. Tentei, me esmurrei, me castiguei. Nada foi o suficiente para que você me olhasse com os olhos do início. Fui insegura, imatura, intragável. Mais uma vez, fui me perdendo.
Quando pensei que todo aquele sentimento estivesse salvando nossas vidas, você veio e arrancou o meu coração, arrancou um pedaço enorme da minha vida e a culpa foi toda minha. Eu tentei mas não foi o bastante. Cortar os meus pulsos, arrancar os meus cabelos. Nunca fui tão inútil em toda a minha vida, eu juro que não. Por mais que você não entendesse a intensidade do meu sofrer, do meu doer e do meu amor, eu não cansaria de repetir que eu não seria o monstro que sobe naqueles palcos vestido com uma máscara falsamente ridícula, eu nunca seria isso.
Por muito tempo prefere me esconder da felicidade, me esconder do mundo por me achar injustamente colocada nele e veio você para me localizada como uma pessoa que é a mais amada do mundo. Me perdoe se eu não fui o tudo em sua vida. Por muito tempo eu tive medo, medo de perder tudo e olha o que consegui.. nada me dói mais.
O amor não foi o bastante, minhas palavras não foram as melhores, minha personalidade não se colocou nos padrões, eu perdi o jogo, eu perdi a vida, eu perdi você, eu perdi sua confiança e eu perdi a vontade de respirar nesta instância. Nada me resta mais e eu sinto muito que você me odeie, porque por mais que seja cliché tanta dessas palavras, nunca foi minha intenção magoar você.
Sonhei demais por um bom tempo e o meu coração saiu estrasalhado do meu peito, fracassei e fracassei, mas eu nunca deixarei de amar você.

a vida se perde, mas não se procura.


Como dói. É a pior dor de toda a minha vida. Deve ser assim que se sente quando se perde tudo. Lutei desesperadamente pelo o último suspiro, vivenciei toda uma batalha, mas não ganhei a verdadeira guerra.
Fatidicamente, eu morri. Morri por dentro de mim e por fora também. Cai num profundo poço sem fundo, desmoronei em penhasco sem fim, deslizei em uma corredeira e cai de cabeça na ponta do iceberg. É assim que é morrer? Quando mais eu me afundo, mas eu quero me afundar.
Do que adiantaria ganhar tanto se vai-se perdendo tão lentamente? As cabeças não seguirão em frente sem o seu corpo, eu não seguirei sozinha sem você. Segurei minhas próprias pedras por muito tempo, pensei que poderia ser menos inútil do que me sinto agora e o que eu ganhei? Nem um pouco de sentido.
Quem te disse que o amanhã não se sabe? Todos nós sabemos a hora, só não queremos ver por doer tanto. E agora eu vejo o quanto dói, o quanto um pedaço da minha carne me mutila por todo o meu ser, mas o que eu poderia fazer? Minha cabeça está sem corpo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Muros, escadas.


Fomos tachados de infames, fomos ludibriados com noções distorcidas de uma família feliz, com coisas que nunca teremos. O que seria o ódio se não um sentimento ocultado pelo desconhecimento, ocultado pela dor dos nossos antepassados.
Meus princípios familiares não possuem nenhum tipo de fundamento, pois lacraram as minhas forças e os meus pensamentos, lacraram a minha própria utilidade moral. Quem é o sistema para nos reprimir? Quem alugaria nossos ouvidos por tão pouco?
Não tenho mais para onde ir, não há uma só pessoa pessoa livre dos seus poderes plenos. Gostaria de dizer que há uma luz no fim do túnel, aquela que sempre esperamos quando a nossa estrada acaba, mas não há, nunca houve. Se eu não acabar comigo, o mundo tratará de fazê-lo. É a famosa lei da selva que tanto ouvimos falar.

sábado, 21 de maio de 2011

Intrusos, abusos.


Confecionários se enchem pela manhã, todos querem distribuir um pouco de suas lágrimas, assim, totalmente de graça. Ficou cada vez mais fácil a dor entrar no coração de quem não pode se defender, sem medo algum do castigo. Pregaria o fim dos tempos se não fosse tão absurdo a verdade que existisse na felicidade dele acontecer.
Eu choraria de medo, mas não o teria, eu morreria de anceio, mas não o acalçaria. Tudo seria realmente melhor se eu sumisse, tudo se exaltaria em rituais de contraverções se eu partisse. Mas não mostre meu caro, não demonstre sua felicidade por menor que ela seja, porque terá sempre um canibal a solta, um homem que devora os sentimentos de ansiedades dos outros e ai sim, viveríamos sem amor.
Não seríam capazes de lutar pelo o que vocês sabem que são seus, não seriam inúteis o bastante para cercar as intrusas ilegalidades, tudo foi nos negados, tudo foi abusado.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dentre essas horas mórbidas


Nem a pior sombra do mundo, nem os dias mais nublados poderiam definir toda a escuridão que se instalou no meu peito. Quando vimos que aquilo que mais amamos não é mais a mesma coisa o sentimento se mistura com decepção, revolta e dor, muita dor.
Já diziam os historiadores mais antigos que os sentimentos de perda nos foi introduzido da forma mais humilhante e a injustiça nao seria uma opção. Até quando suportaríamos nao acordar sorrindo?
Todo uma vida nos foi dada, mas o quanto cruel ela foi nos tirada? Hoje em dia ficou cada vez mais fácil chorar aguniantemente e de um jeito tão gostoso que nem mesmo os mais belos anjos caídos poderíam entender sua intensidade. O que eu vejo em fotos nem sempre é o que está lá em minha frente. Cenários semânticos mostrariam bem melhor a injustiça imposta, mostraria muito melhor um sorriso do que eu poderia lhes dizer em palavras. O que faz você descrer em algo? O que faz você ajuelhar-se e implorar? Quais as vantagens de uma tortura?
Eu não me permitiria o direito de ser cruel, porque não existe a pessoa em sua plena perfeição capaz de dispertar isso em mim. A crueldade é um caminho obscuro demais, até mesmo pra quem sofre do mal da solidão. Qualquer mal não seria suportado se você guardasse em todo esse inescrupuloso rancor. Me dê o preço de sua alma, porque a minha ja esta desgraçada demais para continuar até aqui.
Eu tive um sonho, sonhei que sua vida era um mundo melhor do que os contos de fadas e dai acordei e me dei conta de que sou apenas uma subespécie do que já fui um dia e que eu fracassei demais para sonhar, até mesmo para sonhar.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O sério transparece o incerto.


Localizamos o alvo dos nossos sofrimentos e simplismente, o apagamos de nossas memórias. Seria bem mais simples do que sofrer e se lamentar não?
Só podemos nos acostumar com aquilo que nos pertence e o sofrimento é algo totalmente leigo a nossa compreensão. O amor é algo que traz o semblante da beleza, mas só você sabe até onde você irá suportar para usar aquelas famosas três palavras. Será que vale tudo isso a pena, eu lhes pergunto.
Não somos o que queremos ser ao outro, somos o que podemos ser, com toda aquela perfeição boba e torcida da pessoa mais apaixonada do mundo. Vejo pessoas arrancarem seus cabelos, vejo os grandes romancistas esculpirem o amor por seus olhos, vejo o lamento andando de mãos dadas com o ridículo. Se moldar, se revoltar, passar de seus limites, tudo isso por uma única pessoa. Onde estarão os seus limites depois da última queda? Nunca saberemos de fato. Só sabemos se continuaremos nossa história, nossos seguimentos de derrotas ou de vitórias se realmente formos dispostos a continuar aprendendo a diferença entre amar demais e ser amado demais, entre o verdadeiro e o falso, entre o lógico e o surreal. Mesmo que nem sempre isso faça parte da nossa realidade. Temos mesmo que nos converter em ódio? Temos que nos converter em um romântico nato? Podemos simplesmente viver e esquecer de toda essa seriedadade mostrando só que o amor não é um simples jogo de interesses.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dislexia mundial.


Confusões intensas, relações de alto dependência, co-relações mortais e regras. Qual seria a função final das regras, se todo o resto só serve para nós mesmos?
As regras são coisas que nos exercem medo, imposição e toda a graça de uma vida sem total reação. Queremos uma fatia de toda essa esbornia, e podemos pegar? Podemos capturar nossos desejos? Podemos ou não podemos viver?
Toda a questão por trás disso é o sistema, o sistema que nos atinge intimamente sem termos qualquer tipo de luta, por simplesmente nos mantermos intactos as alienações do mundo. Fale de alienações, fale de regras estúpidas, fale de beleza, fale do que realmente é importante, pois nada muda se você não fazê-lo.
O dito cujo de todo esse recesso de letras, palavras, frases, prestações de misérias e todo o falatório bonito só nos mostra que precisamos mover rios, montanhas e horizontes só para quebrar um único desejo de liberdade. Poder pensar sem doer? Poder sorrir sem esconder? Viver sem morrer de tédio?
Esquecer dessa carbonização pela a luta de outras pessoas, pela imagem de outras pessoas é tao primordial quanto deixar aqui este texto mostrando o meu e o seu cansaço diante destas cujas regras medilcres de pura liderança do sistema. Enquanto há num quarto escuro um menino de alma velha, rustica e ingênua, estaremos sempre aqui mostrando a cara a tapa para as revoluções de subsolo.

domingo, 10 de abril de 2011

A verdade é crua e a falsidade é longa.


Não poderíamos ter medo de demonstrar um sentimento verdadeiro, não poderíamos perder relações afetivas, não devemos e nunca devemos lavantar todo esse falso. A amizade é algo que nos toca, que nos salva, até o coração mais gelado pode se transpor e se impor por uma amizade. Aquele que não ama seria só uma pessoa em meio a multidões e ele só se perguntaria, quem eu sou, porque estou aqui e seria assim, pleno por seus poderes observadores.
O falso disso tudo seria o leigo, o imortal desejo de prejudicar alguém, aquele que sofre por ser sozinho e ao invés de se lamuriar em braços amigos se opôe a tudo que seja bom, o sozinho, o injustamente e indiretamente atingido. Quem nunca riria dele, por ser ridículo e pateticamente covarde, mas ninguém, ninguém olharia através dele, ninguém diria o quanto ele sofre, ninguém viria os seus problemas.
O tripudiador disso tudo é a questão que nos move a manter nossas relações, os nossos valores, as nossas fases, as nossas crenças e por último mas não menos importante, os nossos medos.
O conceito de toda essa babaquisse de vida falsa ou vida desejadamente favorável é que você pode desejar mal a alguém que não lhe quer bem mas nunca poderia tripudiar de um amigo, você não tem esse direito. Porém, o que faz de você frágil ou insensível? O que faz de você um leigo, ou um imortal? O que você é quando o espetáculo acaba? O que você espera do sofrer?
Todos vivem suas vidas, todos tedem a cair, só basta você ser de carne e osso.É isso o que faz de nós, de mim e de você uma itervenção de tudo que é lógico, de tudo o que é estupidamente humano.

sábado, 9 de abril de 2011

Sentimentos tolos e um mundo melhor;


Um dia vi todos rirem de mim. Nesse mesmo dia, eu quiz mudar o mundo, torna-lo mais feliz e mais realizado consigo mesmo, porque para cada riso também deve haver um medo de se mostrar realmente como é.
Para quê são os risos? Se sou como sou é porque não tenho usar o que quero, de me impor, de tachar um tipo de padrão escrito em etiquetas de beleza pública.
Criaria para o mundo, uma máscara única, mais diferente e mais feliz do que todas as outras, sem nenhum preconceito babaca. Mostraria a face da felicidade útil e não da chacota inútil.
Quanto mais ando nas ruas, mas vejo os olhares e mais me dou conta de o que as pessoas merecem ser mais felizes do que eu. O que seria a normalidade pra eles? O normal pra mim é aquilo pelo qual você pode viver completamente feliz, se vestindo bem ou não.
Mas ainda acredito num mundo livre, sem etiquetas ou máscaras supresas, sem igualdades ou superioridades, sem espasmos ou indignações.
Um mundo pelo qual valha a pena lutar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desmontado


Minha vida anda como um mundo estranho, não sei se estou dentro de mim. Minha vida não pertence mais a mim.
Estou exilada de mim mesma, exilada de sentimentos bons e qualquer semelhança com um singelo sorriso é uma mera coincidência.
Gostaria de pensar mais, de viver no mundo onde só bastasse o que você sente um pelo outro, que fosse fácil deixar cada momento ser eternamente intransponível. É raro, muito raro pensar assim.
Daí estou aqui, a frente de um muro negro e sem distinção, sem saber o que escrever do meu próprio caminho porque todos os caminhos me parecem tão tortuosos e eu só queria saltar alto, tão alto que nem pudesse sentir o meu fôlego ou ouvir o meu choro.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Viver tem suas mortes.


Podem me tirar, me tirar o ar, o chão e até mesmo as pequenas coisas que me fazem caminhar. Mas não tirem a minha alma. Eu sei que não pedi para viver, eu sei que não estou viva graças a mim, mas eu não quero definhar. Poderia dizer que há a luz no fim do túnel, dizer que dessa vez vai passar, dizer que eu supero. Mas não. Sinto que indubtavelmente, eu perdi as forças. Tiraram a sustentação dos meus pés. Não há esperança quando você luta sozinha... O sonho acabou, não existe vida após a morte.
Eu sei que vou para o inferno, mas talvez, eu já va estar preparada.