
Localizamos o alvo dos nossos sofrimentos e simplismente, o apagamos de nossas memórias. Seria bem mais simples do que sofrer e se lamentar não?
Só podemos nos acostumar com aquilo que nos pertence e o sofrimento é algo totalmente leigo a nossa compreensão. O amor é algo que traz o semblante da beleza, mas só você sabe até onde você irá suportar para usar aquelas famosas três palavras. Será que vale tudo isso a pena, eu lhes pergunto.
Não somos o que queremos ser ao outro, somos o que podemos ser, com toda aquela perfeição boba e torcida da pessoa mais apaixonada do mundo. Vejo pessoas arrancarem seus cabelos, vejo os grandes romancistas esculpirem o amor por seus olhos, vejo o lamento andando de mãos dadas com o ridículo. Se moldar, se revoltar, passar de seus limites, tudo isso por uma única pessoa. Onde estarão os seus limites depois da última queda? Nunca saberemos de fato. Só sabemos se continuaremos nossa história, nossos seguimentos de derrotas ou de vitórias se realmente formos dispostos a continuar aprendendo a diferença entre amar demais e ser amado demais, entre o verdadeiro e o falso, entre o lógico e o surreal. Mesmo que nem sempre isso faça parte da nossa realidade. Temos mesmo que nos converter em ódio? Temos que nos converter em um romântico nato? Podemos simplesmente viver e esquecer de toda essa seriedadade mostrando só que o amor não é um simples jogo de interesses.
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