
Como dói. É a pior dor de toda a minha vida. Deve ser assim que se sente quando se perde tudo. Lutei desesperadamente pelo o último suspiro, vivenciei toda uma batalha, mas não ganhei a verdadeira guerra.
Fatidicamente, eu morri. Morri por dentro de mim e por fora também. Cai num profundo poço sem fundo, desmoronei em penhasco sem fim, deslizei em uma corredeira e cai de cabeça na ponta do iceberg. É assim que é morrer? Quando mais eu me afundo, mas eu quero me afundar.
Do que adiantaria ganhar tanto se vai-se perdendo tão lentamente? As cabeças não seguirão em frente sem o seu corpo, eu não seguirei sozinha sem você. Segurei minhas próprias pedras por muito tempo, pensei que poderia ser menos inútil do que me sinto agora e o que eu ganhei? Nem um pouco de sentido.
Quem te disse que o amanhã não se sabe? Todos nós sabemos a hora, só não queremos ver por doer tanto. E agora eu vejo o quanto dói, o quanto um pedaço da minha carne me mutila por todo o meu ser, mas o que eu poderia fazer? Minha cabeça está sem corpo.
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