terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Caminho sem volta.

    Achei que fosse capaz de levar o mundo nas costas, mas vi que só não conseguia como também nem poderia tentar. O mundo é e sempre foi grande demais para os meus desejos e obscuro demais para os meus medos.
    O mundo é um moinho gigante que segue o fluxo do que você teme. O temor é um ciclo vicioso pro começo. O começo se perde nas palavras e as palavras se recolhem na noite.
    À noite, eu pensei que pudesse mudar o mundo. Pela manhã, eu tive a ideia de algo inalcançável.  Disseram que eu não conseguiria, disseram que não aceitariam os meus pés descalços. Eu mudei e me adaptei a essa vida, eu transformei o mundinho que cabia dentro mim, eu fui além do que me diziam.  Encontrei a felicidade, encontrei o amor e tudo o que a minha alma clamava.
   Hoje acordei querendo mais do mundo, quis segurá-lo como a lua segura à luz, quis que fosse eu a pisar na escuridão. Encontrei o pó e dele escrevi aquela trajetória, joguei o pó no rio mais profundo. E do rio se fez o mar e do mar engoliu o meu coração que de tão distante se perdeu nesse universo milagrosamente.
   Não tenho mais medo, pois o mundo se encontra perdidamente apaixonado pelo o que está por vir.

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